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Sindrome do Impostor

A "Síndrome do Impostor" não possui classificação na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID), e também não está catalogada no DSM, que é o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. Portanto, o termo “síndrome” não corresponde a um transtorno, mas a um sentimento, uma questão psicológica que pode afetar a qualidade de vida e está relacionada ao ambiente de trabalho.


Esse termo foi usado pela primeira vez em 1978 pelas psicólogas Pauline Clance e Suzanne Imes. A condição é definida pelos pesquisadores como uma experiência individual baseada na autopercepção de falsidade intelectual, ou seja, de ser uma fraude.


O conceito de Síndrome do Impostor (SI), também conhecido como características do impostor, foi introduzido por Clance e Imes (1978) para descrever percepções e sentimentos de ser um presumível impostor, alguém que duvida de suas próprias conquistas, mesmo com evidências fundamentadas a essa rotulação. Quem apresenta esse tipo de percepção, pensamento ou sentimento de ser um impostor atribuído a fatores exteriores e não às próprias habilidades e esforços (Simon & Choi, 2018).


A síndrome é uma construção multidimensional que engloba o sentimento de fraude, o medo da descoberta do mesmo, dificuldade em se apropriar do sucesso e alto gasto energético para sustentar o ciclo da síndrome. Sabe-se também que homens e mulheres são afetados na mesma proporção. A dificuldade de receber elogios ou reconhecimento sobre suas conquistas causa-lhes elevada ansiedade, estresse e falta de autoconfiança (Clance & Imes, 1978).


Outras ideias e sentimentos envolvem o medo de ser "descoberto" ou "desmascarado", e a sensação de que a qualquer momento alguém vai descobrir que você é uma fraude, fazendo com que sua personalidade e habilidades sociais criem uma fachada enganosa de inteligência, mesmo quando expuseram a resultados positivos das tarefas realizadas, negando o resultado e temendo terem descoberto sua inadequação intelectual.


A síndrome é uma construção multidimensional que engloba o sentimento de fraude, o medo da descoberta do mesmo, dificuldade em se apropriar do sucesso e alto gasto energético para sustentar o ciclo da síndrome. Sabe-se também que homens e mulheres são afetados na mesma proporção.


Inicialmente, a SI foi identificada em um grupo de mulheres de sucesso que demonstravam possuírem distorcidas de que não mereciam o que realizaram progresso, acreditando que seu sucesso resultou de interpretações distorcidas de suas habilidades ou eram meramente decorrentes da sorte. Na verdade, elas se consideraram uma fraude, julgando que não mereciam as conquistas alcançadas (Parkman, 2016).


A Síndrome do Impostor costuma ocorrer ao longo da vida acadêmica, podendo permear e influenciar a carreira profissional. Dessa forma, pode variar o desempenho acadêmico ou profissional, além de ter implicações na saúde mental das pessoas acometidas. A Síndrome do Impostor leva a cognições e comportamentos disfuncionais que, por sua vez, estão relacionados com o bem-estar psicológico e desempenho reduzido (Badawy, Gazdag, Bentley, & Brouer, 2018; Neureiter & Traut-Mattausch, 2016; Schubert & Bowker , 2017; Villwock, Sobin, Koester e Harris, 2016).



Características:

  1. O primeiro diz respeito à realização de trabalhos árduos, de modo que os outros não percebam sua "incapacidade" e "incompetência";

  2. Está relacionado à falsidade, fazendo com que use ideias opostas às suas, pois acredita que se usasse verdadeiramente as suas não se daria bem;

  3. Refere-se ao uso de fascínio e simpatia (habilidades sociais) para atrair seus superiores, passando a acreditar que o seu sucesso se deve a essa relação;

  4. Conduta de evitação, fugindo do sucesso para escapar de ações rudes e desprezo dos demais, priorizando ser bem aceito socialmente.

Comportamentos comuns:

  • Autosabotagem: necessidade de se autossabotar para permanecer sempre em uma posição de inferioridade por medo de ser desmascarado.

  • Necessidade de grande esforço: dedicação acima da normalidade para explicar as conquistas alcançadas ou para esconder suas "limitações";

  • Procrastinação: Devido ao medo de ser avaliado pelos outros, pode ocorrer a procrastinação;

  • Medo de exposição: medo de posições de destaque para não ficar em evidência;

  • Comparações constantes: decorrentes do perfeccionismo, necessidade de comparações constantes com outros profissionais realizados;

  • Necessidade de agradar: tentativa de obter a aprovação do outro por outros meios;

  • Autodepreciação: desvalorização da própria personalidade, intolerância com erros e falhas e baixa autoestima.

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